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CONTRACEÇÃO: Métodos modernos, seguros e eficazes

Hoje em dia existe uma grande diversidade de métodos contracetivos modernos, seguros e eficazes que permitem evitar uma gravidez, espaçar os nascimentos ou ter um filho na altura mais adequada quer em termos pessoais, quer, o que é muito importante em mulheres com doenças crónicas, nas melhores condições físicas.

Cada um dos métodos contracetivos, para lá de alguma contra-indicação médica, exige um ritual e tem alguns efeitos secundários que, sem serem perigosos, podem ser incómodos para algumas mulheres. Assim, na altura de escolher é importante receber todas as informações, colocar as dúvidas e aprender como minorar algum inconveniente relacionado com o método escolhido.

Por vezes, as mulheres não querem engravidar, mas correm riscos: isso acontece porque não se apercebem desse risco. Pensam que já não podem engravidar, que têm relações tão poucas vezes que isso não vai acontecer ou que, se não engravidaram até àquela altura, é porque não são férteis. Desta forma, surgem frequentemente gravidezes não desejadas. Sempre que se tem relações sexuais e não se deseja engravidar, é preciso usar um método contracetivo.

A pílula é o método contracetivo mais utilizado pelas portuguesas. É um método muito eficaz e que, para algumas mulheres, traz benefícios extra: diminui as dores menstruais e o fluxo sanguíneo, regulariza o período, atenua o acne.

No entanto, para que a pílula seja mesmo eficaz, é necessário tomá-la correctamente e conhecer bem as circunstâncias que podem interferir com a sua eficácia, como os vómitos, a diarreia e alguns medicamentos. Há mitos à volta da pílula que podem levar a que as mulheres a interrompam sem necessidade: o mais espalhado é talvez o da necessidade do "mês de descanso". Não há qualquer vantagem em parar a pílula periodicamente: quem não tem contra-indicações para o seu uso deve fazê-lo até querer engravidar ou até ter decidido mudar para outro método, o que deve fazer sem descontinuação.

Embora a maior parte dos métodos devam ser utilizados pelas mulheres, felizmente existe o preservativo: porque é uma forma dos homens darem o seu contributo na contraceção, de eles também poderem escolher e ter uma paternidade desejada e (absolutamente importante!) de aliar a protecção das infecções sexualmente transmissíveis (IST) à prevenção da gravidez.

Métodos mais recentes permitem usufruir da eficácia e benefícios da pílula, sem o ritual diário ou o risco de esquecimento (anel vaginal, patch contracetivo); outros aliam alta eficácia e contraceção prolongada, (implante, dispositivo de cobre ou medicado). Esta possibilidade aumentada de escolha leva a que mais mulheres possam ir encontrando o método que mais se ajusta às suas características.

A maior parte dos métodos é fornecida gratuitamente nas consultas de planeamento familiar dos Centros de Saúde. Às vezes damos conta que usámos incorrectamente o método ou que não utilizámos contraceção. É para estas ocasiões que existe a contraceção de emergência (CE): uma pílula que deve ser tomada o mais cedo possível, nas 72 horas que sucedem à relação sexual não protegida.

A CE não deve ser utilizada por rotina, porque não é suficientemente eficaz para proteger adequadamente de uma gravidez. No entanto, não é lesiva para a saúde da mulher, não é abortiva e, quando já não é possível outra medida, pode evitar uma gravidez não desejada. Pode ser comprada nas farmácias, sem receita médica. Informe-se sobre ela, informe as amigas e lembre-se dela, se necessitar.

A PÍLULA

A pílula contracetiva é um método que, através da acção hormonal, inibe a ovulação evitando a gravidez. A pílula deve ser prescrita nos casos em que se pretende um método contracetivo eficaz e se pretenda obter outros efeitos benéficos para a saúde que se encontram indicados como vantagens. A mulher deverá ser acompanhada periodicamente por um médico.

Existem as pílulas de tipo combinado (COC) que contêm estrogéneo e progestagéneo. Existem ainda pílulas que contêm só progestagéneo (POC), que devem ser receitadas caso o estrogéneo não seja recomendável.

Em relação ao nível de eficácia Se tomada de correctamente, a pílula apresenta um elevado grau de eficácia.

Combinado (COC): 0,1-1 gravidezes por ano em cada 100 mulheres Progestativo (POC): 1,15 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

VANTAGENS

Contraceptivos orais combinados (COC)

Para além do elevado grau de segurança na prevenção da gravidez, a pílula apresenta as seguintes vantagens:

● Não interfere na relação sexual
● Pode regularizar os ciclos menstruais
● Melhora a tensão pré-menstrual e a dismenorreia
● Não afecta a fertilidade
● Diminui o risco de doença inflamatória pélvica (dip)
● Reduz em 50% o risco de cancro do ovário e do endométrio
● Diminui a incidência de quistos funcionais do ovário e a doença poliquística


Contraceptivos orais progestativos (POC)

Desvantagens:

● Algumas mulheres têm dificuldade em fazer a toma diária e regular da pílula
● Não protege contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST's)


Contra-indicações:

A pílula está contra indicada em situações de:

● Gravidez
● Neoplasia hormonodependente
● Hemorragia genital anormal sem diagnóstico conclusivo
● Tumor hepático ou doença hepática crónica
● Icterícia colestática na gravidez
● Riscos de AVC, doença arterial cerebral ou coronária
● Mulheres como mais de 35 anos e fumadoras


São consideradas contra-indicações RELATIVAS, se a mulher:

● Sofrer de diabetes mellitus
● Sofrer de hipertensão ou hiperlipidémia
● Sofrer de depressão grave, epilepsia, cefaleia grave
● Tiver varizes acentuadas


EFEITOS SECUNDÁRIOS DA PÍLULA

● Náuseas e vómitos
● Alteração de peso
● Mastodínia - alteração da tensão e sensibilidade mamária
● Alteração do fluxo menstrual
● Spotting - perdas de sangue ao longo dos primeiros ciclos de utilização da pílula
● Depressão


OUTROS TIPOS DE CONTRACEÇÃO

Contraceção hormonal injectável

Consiste na administração de uma injecção com um progestagéneo com intervalos de três meses. Eficaz ao fim de 24 horas, pode, no entanto, originar ausência do fluxo menstrual. De efeito reversível apenas ao fim de alguns meses para retomar ovulação e ciclos menstruais normais.

Contraceção hormonal – Implantes

Consiste num implante, colocado cirurgicamente no braço, que vai libertando gradualmente doses de um progestagéneo. Eficaz, tem duração de três anos. Necessita de nova intervenção cirúrgica para retirar o implante ao fim de três anos. Consiste numa pequena cirurgia, feita em minutos, com anestesia local. Mal é retirado o implante, o nível de fertilidade volta ao normal.

Contracepção hormonal – O anel vaginal

Último método a aparecer no mercado nacional. O anel vaginal consiste num anel de plástico flexível (5cm de diâmetro e 4mm de espessura) que é introduzido no fundo da vagina durante três semanas, período durante o qual vai libertando hormonas, semelhantes às que entram na constituição das pílulas combinadas referidas anteriormente. Ao fim das três semanas, o anel deverá ser retirado e deixar-se decorrer uma semana para que ocorra a menstruação.

Ao fim de sete dias, à semelhança das pílulas combinadas, dever-se-á introduzir novo anel por mais três semanas e assim sucessivamente. A posição do anel no interior da vagina não é fundamental para que ocorra o efeito contraceptivo desejado. Esta apenas deverá depender do conforto da mulher. Não é necessário ser retirado durante o acto sexual mas, caso prefira fazê-lo, o anel nunca deverá estar fora da vagina por um período de tempo superior a três horas.

Contraceção hormonal – O adesivo transdérmico

O adesivo é um contracetivo em forma de autocolante com a mesma eficácia da pílula e o mesmo modo de actuação. É aplicado em cima da pele e não tem a inconveniência dos habituais esquecimentos. É um adesivo que liberta hormonas através da pele. Estas entram na corrente sanguínea, impedindo a ovulação. Coloca-se durante três semanas consecutivas e, tal como na pílula, descansa-se na quarta semana, quando se dará a hemorragia de privação. Pode ser colocado e retirado quando se quiser.

Quando se retira termina a protecção contracetiva e pode haver uma hemorragia. Este adesivo pode ser colocado nas nádegas, no abdómen, no dorso superior ou no antebraço. Quanto aos efeitos secundários, são os mesmos que a pílula apresenta. Só pode ser adquirido mediante prescrição médica.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU)

Existem dois tipos de DIUs: os DIUs com cobre e os DIUs com progestagéneo.

Ambos interferem na fertilização do óvulo pelo espermatozóide, impedindo assim a gravidez. São colocados pelo médico e têm eficácia durante cinco anos, após os quais deverão ser removidos também por um médico e colocado um novo, caso a mulher mantenha desejo de permanecer com DIUs.

Os DIUs de cobre não são aconselhados a mulheres que tenham alergia ao cobre, que tenham fluxos menstruais abundantes, ou menstruações dolorosas, antecedentes de infecções pélvicas recorrentes, défices imunitários (infecção a HIV, por exemplo), ou que tenham múltiplos parceiros sexuais.

Os DIUs com progestagéneo podem ser uma óptima opção para as mulheres com fluxos menstruais abundantes e menstruações dolorosas pois o progestagéneo não só pode originar períodos de ausência do fluxo menstrual como alivia as dores menstruais.

MÉTODOS DE BARREIRA - O preservativo

Em Portugal actualmente apenas existe o preservativo masculino. É o único método eficaz contra a transmissão das doenças transmitidas sexualmente (DTS), nomeadamente a hepatite B, hepatite C e HIV (vírus que origina a SIDA). Deve ser colocado no pénis apenas quando este estiver em erecção e não deverá em hipótese alguma ser reutilizado.

MÉTODOS DE BARREIRA - Espermicidas

Podem ser encontrados em forma de cremes, sprays, geleias, óvulos e esponjas cervicais. É introduzido na entrada do cólo do útero, e deve ser aplicado cinco a dez minutos antes do acto sexual genital, excepto as esponjas / tampão contracetivo que podem ser inseridas horas antes.

É um método contracetivo que age quimicamente inactivando o esperma. Os efeitos indesejáveis conhecidos prendem-se com a possibilidade de causarem alergias.É um método pouco seguro que deve ser usado em combinação com outros métodos contraceptivos. Tem pouca protecção em relação às DTS.

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