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      MENOPAUSA
      Uma fase normal da vida das mulheres
  COMPREENDER A MENOPAUSA
  Aprenda a lidar melhor com os sintomas
MENOPAUSA

Não é uma doença mas uma etapa natural da vida da mulher que produz alterações físicas e psicológicas. Que mudanças são essas, que impacto têm na sua vida e qual a melhor forma de lidar com elas? Eis algumas respostas.

OS SINTOMAS DA MENOPAUSA

9 sinais que indicam que vai entrar numa nova fase da sua vida. Já no período que antecede a menopausa (perimenopausa) começam a aparecer alguns indícios de insuficiência ovárica.

Os mais frequentes são irregularidades menstruais, primeiro com menstruações mais espaçadas, depois com perdas hemorrágicas irregulares, associadas a outros sintomas como os afrontamentos. Mas também pode haver alteração do padrão de sono e do urinário, com mais micções durante a noite e algum grau de instabilidade de humor.

Depois desse período de tempo e de algumas irregularidades, surge uma última perda de sangue que se há-de diagnosticar um ano após, quando se dá a menopausa. Nesta altura, a consulta ao médico justifica-se, sobretudo, se tem queixas. A menopausa não é uma doença. É uma fase da vida. No entanto, é também uma endocrinopatia, com alterações hormonais que se associam a estes sintomas. Portanto, em caso de queixas e diminuição da qualidade de vida, a mulher deve recorrer a um médico para que seja acompanhada de forma frequente na fase das irregularidades menstruais.

Em síntese, estes são os primeiros sintomas da menopausa:

1. Períodos menstruais irregulares, com intervalos de tempo cada vez maiores e de
    fluxos inconstantes
2. Afrontamentos, por vezes, acompanhados de suores
3. Alterações no aspecto da pele, cabelo e unhas
4. Irritabilidade e tendência para a depressão
5. Dificuldade em dormir
6. Possíveis dores de cabeça
7. Aumento da vontade de urinar
8. Diminuição do desejo sexual
9. Secura vaginal e possível dor durante o acto sexual

AFRONTAMENTOS

Estratégias ao nível do estilo de vida que ajudam a prevenir e lidar com este sintoma da menopausa. Atingir a menopausa não deve ser encarado como motivo de tristeza ou descontentamento, mas antes como uma fase de mudança, marcada por profundas transformações hormonais com danos evitáveis se seguir um estilo de vida saudável e, quando necessário, recorrer a ajuda médica.

Estar informada sobre esta nova etapa e reunir energias para manter o bem-estar são condições essenciais para transformar este período numa descoberta e saber reagir às alterações a que o seu corpo e mente vão estar sujeitos. Veja como minimizar um dos seus efeitos mais comuns: os afrontamentos.

● Não fume e evite o consume de álcool
● Pratique exercício e procure novas formas de relaxamento
● Siga uma alimentação saudável, rica em frutas e elegumes. Evite o sal, gorduras saturadas
   e comidas demasiado condimentadas
● Escolha vestuário à base de fibras naturais, como o algodão, o linho ou a seda, e evite
   vestir peças com fibras sintéticas
● Evite as piscinas interiores, saunas, grandes superfícies ou outros ambientes demasiado
   aquecidos
● Mantenha uma vida sexual activa

EMOÇÕES NA MENOPAUSA

São muitas as alterações físicas e psicológicas que afectam a mulher nesta etapa da vida. A menopausa pode variar nos seus efeitos e na sua intensidade, dependendo das condições gerais de saúde da pessoa envolvida, da idade, do seu estado mental e, claro, da velocidade das alterações hormonais.

O aumento de peso é frequente embora, claro, com alguns cuidados dietéticos e exercício físico possa ser controlado. Por outro lado, a irritabilidade, humor depressivo e instabilidade emocional são consequências igualmente frequentes. Há a considerar, por um lado, as mudanças fisiológicas em si, que são ricas em consequências, e, por outro, os efeitos psicológicos. Para algumas mulheres, a ideia de deixarem de ser férteis pode ser encarada como sinónimo de envelhecimento enquanto, para outras, assinala maturidade, maior liberdade sexual e/ou uma nova etapa de vida.

Além disso, os sintomas físicos em si também podem ter impacto psicológico variável consoante as características de cada pessoa. As terapias de substituição hormonal têm demonstrado bons resultados (nomeadamente recorrendo a fitoestrogéneos) e podem ser indicadas, dependendo da opinião médica. É muito importante um misto de assistência médica e psicológica.

Por exemplo, é importante perceber que, após a menopausa, há muito tempo para uma vida social, laboral, afectiva, sexual e espiritual agradável, produtiva e bem sucedida e que, mesmo quando já se aproxima a velhice, é possível envelhecer majestosamente.

SEXO FELIZ DEPOIS DOS 45

As mudanças hormonais, metabólicas e psicológicas que surgem à medida que o tempo passa afectam, muitas vezes, as relações sexuais. Algumas destas disfunções são tratáveis com medicamentos e terapias mas, noutros casos, basta mudar alguns hábitos e atitudes (com ajuda especializada). Em todo o caso, e seja qual for a origem do problema, o primeiro passo está em detectar e assumir que algo não está bem.

Como a idade afecta as mulheres

A menopausa representa o fim do período reprodutor da mulher. A sua chegada traduz-se num período crítico da sexualidade que envolve múltiplos factores que actuam, simultaneamente, de forma positiva ou negativa, favorecendo mudanças profundas ao nível da saúde emocional e fisiológica.

Na menopausa, 50 a 70 por cento das mulheres sofrem sintomas de depressão, perturbação do sono, variação do humor, ansiedade, incontinência urinária, entre outros; 64 por cento possuem comorbilidade com patologias orgânicas (diabetes, hipertensão...); mais de 60 por cento têm excesso de peso, o que contribui para baixar a auto-estima, que também é afectada pelo medo de envelhecer, a consciência da proximidade da morte, a sensação de inutilidade, a independência dos filhos, poucas ou pobres relações afectivas ...

As mudanças de foro sexual são, portanto, o reflexo de todo este contexto que, para além das alterações hormonais, comporta igualmente um conjunto de alterações que afectam a (tão essencial) auto-estima, a par, por vezes, de problemas conjugais. Mas estas alterações não são necessariamente más. O resultado final será uma sexualidade diferente mas não menos gratificante. Pelo que, para que possa ser realmente satisfatória, é importante que a mulher esteja atenta às mudanças e aos problemas que podem surgir.

Por vezes, o sexo vai sendo deixado para segundo, terceiro, ou quarto plano por variadíssimas razões. Muitas delas fisiológicas mas outras tantas que perturbam o estado psicológico da mulher. As disfunções sexuais mais habituais são:

● Redução do desejo sexual e da excitabilidade central devido à baixa do estradiol e,
   consequentemente, da testosterona livre. É o chamado desejo sexual hipoactivo.
● Diminuição da elasticidade da vagina, associada à diminuição da sensibilidade,
   permeabilidade e humidificação. É a chamada perturbação da excitação.
● Dispareunia (dor na relação sexual) e vaginismo (contracção involuntária dos músculos
   pélvicos que impede a penetração)
● Anorgasmia (dificuldade ou impossibilidade frequente em atingir o orgasmo). Entre estas, a
   dificuldade sexual mais comum é a perturbação da excitação, que corresponde à dificuldade
   em lubrificar. Consequentemente, há um aumento das relações sexuais dolorosas que pode
   contribuir para a falta de desejo. Nesta fase, a mulher começa a ter dificuldades em
   atingir o orgasmo.


Existem soluções diferentes para cada um destes problemas mas a melhor forma de tratá-los é fazendo uma consulta periódica com o ginecologista e fazer reposição hormonal (caso lhe seja indicado).

Também é importante fazer terapia psicológica (caso o estado de saúde física ou mental cause angústia à mulher ou ao casal) e, em caso de incontinência urinária, será útil fazer fisioterapia para reabilitação do pavimento pélvico. Importante ainda é tentar «manter uma vida sexual activa em casal e/ou através da masturbação, conclui. E deixa um conselho adicional: «caso tente mudanças na sua vida sexual, convém sempre procurar ajuda especializada, pois a tentativa frustrada de mudança pode agravar o quadro da disfunção.

Recomenda-se a monitorização atenta da saúde ginecológica, desde o controlo do pH da vagina, da sua flora saprófita e da eventual existência de processos inflamatórios e/ou infecciosos, associada à manutenção de hábitos de vida saudáveis. Dessa forma, a mulher terá a capacidade de manter o desejo mais tempo ao longo da vida.

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