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      PÍLULA DO DIA SEGUINTE
      Um dos contracetivos mais recentes
  TUDO O QUE DEVE SABER SOBRE ESTE MÉTODO
  
PÍLULA DO DIA SEGUINTE - O que é ?

A pílula do dia seguinte é um método ocasional de contracepção de emergência, que pode ser usado depois de uma relação sexual não protegida ou quando houve falha do método contracetivo, e em que é utilizada uma substância activa chamada de levonorgestrel. É um medicamento para evitar uma gravidez não desejada. Esta pílula quando tomada de acordo com as recomendações (no máximo até 72h após o acto sexual) reduz o risco de engravidar, embora não seja 100% eficaz mesmo que seja tomada nas 24 horas seguintes.

PÍLULA DO DIA SEGUINTE - Como funciona ?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a pílula não elimina os espermatozóides; o que ela faz é evitar que ocorra uma fecundação. Como ela possui uma grande dose de hormonas, normalmente uma combinação de estrogénio e progesterona que alteram as características do muco vaginal, impedindo a passagem dos espermatozóides, provocando ainda uma mudança no crescimento da camada interna do útero, onde haveria a implantação do óvulo, e acelerando os movimentos das trompas, fazendo com que o óvulo chegue ao útero sem estar maduro.

Algumas informações sobre o ciclo menstrual e a contraceção:

O ciclo menstrual é o tempo que decorre entre duas menstruações. Normalmente o ciclo dura 28 dias, mas pode variar consideravelmente de mulher para mulher. A menstruação ocorre quando uma mulher não está grávida. A meio do ciclo, é expulsado um óvulo de um dos dois ovários, momento este chamado de ovulação, que habitualmente tem lugar a meio do ciclo, mas pode ocorrer a qualquer momento durante o mesmo. Se junto do óvulo houver espermatozóides, pode ter lugar a fertilização (ou seja, a junção entre o óvulo e um espermatozóide para criar um ovo ou zigoto/embrião). Após alguns dias, o óvulo fertilizado implanta-se no útero e dá-se início a uma gravidez.

Os métodos contracetivos têm por finalidade prevenir:

- ou a ovulação: este é o caso do contraceptivo regular (pílula contraceptiva)
- ou a fertilização (junção do espermatozóide com o óvulo): é o caso dos preservativos
- ou a implantação de um óvulo fertilizado: este é o caso dos Dispositivos Intra-Uterinos (DIU)


A contracepção de emergência tem por finalidade impedir a ovulação ou prevenir a implantação se a relação sexual ocorreu nas horas ou dias que antecederam a ovulação, ou seja, num momento em que existe maior probabilidade de ocorrer a fertilização; no entanto, torna-se ineficaz logo que se inicia o processo de implantação do ovo. Sem utilizar um método contracetivo, uma mulher não pode excluir a possibilidade de engravidar após uma relação sexual. Se tomou este medicamento e não utiliza regularmente um método contracetivo, recomenda-se que consulte o seu médico a fim de obter conselhos sobre um método contracetivo adequado ao seu caso.

PÍLULA DO DIA SEGUINTE - Como tomar?

São necessárias cerca de 72 horas para o espermatozóide chegar até o óvulo, e é neste período que a pílula deve ser tomada. Deste modo, para que seja eficaz, é necessário tomá-la o mais cedo possível depois de ter tido uma relação sexual não protegida, preferencialmente nas primeiras 12-24 horas, mas não depois de passadas 72 horas (3 dias), e quanto mais cedo for ingerida, melhor: dá mais tempo de evitar que o espermatozóide fecunde o óvulo. Caso isso já tenha ocorrido, as pílulas fazem com que o óvulo não consiga ser implantado no útero, o que impede a gravidez.

Se já estiver a usar um método regular de contracepção, tal como a pílula contraceptiva, pode continuar a sua toma no horário habitual.

PÍLULA DO DIA SEGUINTE - Com que frequência pode tomar?

A pílula do dia seguinte só deve ser utilizada como medida de emergência e não como um método regular de contracepção. Se for utilizada mais do que uma vez no mesmo ciclo menstrual, é frequente que este último fique alterado. Este tipo de medicamento não actua como os métodos regulares de contracepção. O seu médico ou o centro de planeamento familiar podem informá-la acerca dos meios contraceptivos a longo prazo, que são mais seguros e eficazes na prevenção da gravidez.

PÍLULA DO DIA SEGUINTE - Riscos?

Mais do que uma atitude imprudente, é um verdadeiro atentado à saúde. A pílula do dia seguinte chega a ter dez vezes mais hormonas que as convencionais. O uso contínuo, várias vezes ao mês, altera o ciclo menstrual e aumenta o risco de gravidez, diminuindo a eficácia do método. Este abuso pode causar danos graves, como cancro da mama e do útero, problemas numa futura gravidez, além de trombose e embolia pulmonar.

PÍLULA DO DIA SEGUINTE - Depois de tomar a pílula do dia seguinte ?

Se depois de tomar a pílula do dia seguinte pretender ter relações sexuais e não estiver a utilizar pílula contracetiva, deve usar preservativo ou espermicida para utilização com diafragma. Este medicamento não actuará novamente se tiver outra relação sexual não protegida, antes do período seguinte.

Aconselha-se uma consulta médica cerca de 3 semanas depois da toma do medicamento, de maneira a se certificar da actuação do mesmo. Se o período se atrasar mais de 5 dias ou for invulgar ou abundante, deverá de igual modo consultar o seu médico o mais brevemente possível. O mesmo deverá fazer se ficar grávida mesmo depois de tomar a pílula do dia seguinte; o seu médico indicar-lhe-á métodos de contraceção a longo prazo que são mais seguros e eficazes na prevenção da gravidez.

Se continuar a utilizar contraceção hormonal regular, como a pílula contracetiva, e não tiver hemorragia de privação normal, consulte o seu médico para ter a certeza de que não está grávida.

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