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      SOL
      A luz solar é essencial para a saúde
  PROTEGER DO SOL
  Cuidados a ter com a pele do rosto, o corpo e os olhos
EXPÕE-SE CORRECTAMENTE AO SOL?

Um bronzeado bonito é, acima de tudo, um bronzeado seguro! Segundo a Organização Mundial de Saúde, a forma como nos expomos ao sol tem um papel fundamental no nosso bem-estar e na nossa saúde. O excesso de exposição solar pode trazer consequências terríveis para a pele. Por isso, o melhor é aprender a desfrutar de um bronzeado bonito mas, acima de tudo, seguro. É fácil! Saiba como.

Todos precisamos do sol

O sol é importante para o nosso bem-estar psíquico, tem efeitos antidepressivos e é essencial para síntese da vitamina D (que tem efeito na calcificação dos ossos). Mas, mesmo sendo uma fonte essencial de energia, é preciso ter cuidado com os excessos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem vindo a insistir na importância da prevenção durante a exposição solar, já que o excesso de radiação ultravioleta (UV) pode ser (muito) prejudicial para a saúde. A pele dos humanos não está preparada para exposições solare directas excessivas. O seu mecanismo de defesa – a melanina – é um pigmento produzido pelas células da camada superficial da pele que tem por função protegê-las dos efeitos da radiação solar, tentando evitar os malefícios da radiação.

Mas quais são as principais consequências da exposição solar descuidada? O envelhecimento da pele e o aparecimento de alterações nas células que culminam em cancro de pele. A radiação ultravioleta A e B penetra na pele e induz alterações na sua estrutura (envelhece-a fazendo aparecer manchas, rugas e secura) e alterações nos núcleos das células, podendo transformá-las em células malignas.

PROTEÇÃO TODO O ANO

Não despreze os cuidados com o sol durante o Inverno. Recorde-se que os danos provocados pelo excesso de exposição solar são cumulativos: cerca de 80 por cento dos danos solares que uma pessoa sofre ao longo da vida ocorrem nos primeiros 18 anos. O sol quando nasce é para todos e em todos os lugares – não é só na praia, por isso, é essencial protegermo-nos durante todo o ano, usando roupa protectora, chapéu e óculos de sol durante os dias de maior intensidade luminosa e cremes de protecção solar nas zonas do corpo expostas (rosto, pescoço, orelhas, mãos, braços e pernas).

OS BENEFÍCIOS DO SOL

Um antídoto para a depressão e ansiedade ! Mesmo sem ser no Verão os raios solares deixam de exigir cuidados redobrados. Para poder desfrutar os benefícios do astro-rei sem danificar a sua pele, deve aplicar um bom protector solar. Se a sua tez for morena, use factor 15, se for clara e sensível, factor 30.

Desde que com regras e sem exageros, a exposição solar:

● Activa a circulação sanguínea
● Estimula o sistema endócrino, favorecendo os processos metabólicos e o aproveitamento
   dos nutrientes
● Melhora os quadros de acne e as infecções por fungos
● Promove a síntese de vitamina D na pele, que favorece a fixação de cálcio nos ossos e dentes
● Aumenta a quantidade de glóbulos brancos no sangue, os protagonistas do sistema
   imunitário, o nosso mecanismo de defesa contra agentes infecciosos
● Aumenta a concentração de glóbulos vermelhos no sangue, responsáveis pelo transporte
  do oxigénio
● Estimula o sistema hormonal, com especial incidência nas glândulas pituitária e tiroideia
● Activa o sistema nervoso. Sabia que a exposição solar é um bom antídoto contra a
   depressão e a ansiedade?
● Favorece a actividade intelectual.


Se der uns mergulhos, vai beneficiar também das propriedades anti-tumorais e anti-bacterianas da água do mar.

A VITAMINA DO SOL

Surpreenda-se com o papel da vitamina D no seu corpo ! A vitamina D ou calciferol é uma substância derivada do colesterol que funciona como uma hormona e tem grande importância para o metabolismo do cálcio. É produzida e ativada no organismo através da luz solar e ultravioleta (UV), cuja absorção é feita maioritariamente pelo intestino e pele. A forma 25-didroxicalciferol produz efeitos benéficos para a saúde e é aconselhável a sua administração.

A sua deficiência está implicada no raquitismo, osteomalacia, diabetes, artrite reumatóide, esclerose múltipla, infeções, doenças cardiovasculares e cancro. Durante 750 milhões de anos, o fitoplâncton presente nos oceanos através da fotossíntese, permitia a fixação do cálcio nos seres aquáticos. Com a evolução das espécies para os meios terrestres, a exposição solar tornou-se imprescindível para prevenir a falta de cálcio.

Assim, em locais com menos radiação solar, a pele, cabelos e olhos tornaram-se mais claros, garantindo o maior aproveitamento da luz e da vitamina D. Em Outubro de 1918, uma criança raquítica foi curada após a sua exposição à luz UV durante uma hora, duas vezes por semana, durante seis semanas. Foi o primeiro indício de que a luz era importante para a bioquímica humana. Só em 1921 é que Hess & Unger demonstraram cientificamente que o sol era o responsável pela extinção definitiva dessa doença.

Passear ao sol eleva a produção de vitamina D, que regula o crescimento celular, 2000 genes, protege dos cancros de cólon, próstata e mama e dá prazer. Aproveite o sol com sabedoria!

COMO ESCOLHER O PROTETOR ADEQUADO?

Para facilitar a escolha entre as milhares de opções de protecção solar, a União Europeia propôs, já em 2006, regular as normas de eficácia destes produtos e clarificar a numeração e as denominações.

Desde então, os factores de protecção solar (FPS) reduziram-se a oito níveis, excluindo todos os inferiores a 6 e superiores a 50. Estes últimos estão englobados na categoria 50+ porque o aumento da protecção acima deste nível é imperceptível. Ou seja, os antigos protectores com um índice de protecção solar 60, 70, 80... não eram mais eficazes nem preveniam melhor as queimaduras do que um protector FPS 50.

Para além disso, foram proibidas as expressões como “ecrã total” ou “protecção 24h” porque nenhum produto protege totalmente a pele do sol nem durante muito tempo. Para que tudo isto seja ainda mais claro, o FPS agora surge acompanhado da designação correspondente “protecção média” (baixa ou elevada).

Na compra de um protector solar é essencial confirmar se tem protecção contra radiação ultravioleta A e B, obrigatoriamente, e um FPS de, pelo menos, 30. O FPS refere-se ao tempo necessário para induzir uma queimadura solar na pele protegida pela aplicação do produto. Ou seja, uma pessoa cuja pele aguente 10 minutos até ficar vermelha, quando exposta ao sol, se usar um FPS 30, está a multiplicar esse tempo por 30 (10 x 30 = 300 minutos).

Isso não significa, contudo, que possa ficar todo esse período ao sol com apenas uma aplicação de protector. O FPS é testado em laboratório com grandes quantidades de aplicação do creme, sendo portanto um número meramente indicativo. Em condições reais de aplicação, as pessoas aplicam três vezes menos creme do que em laboratório pelo que esse número, na prática, é completamente diferente. Não há qualquer inconveniente em usar um protector de índice 50+, pelo que, se houver pessoas de pele clara na família, o melhor é comprar um protector maior e igual para todos. Mas, mais importante do que o factor de protecção escolhido é a quantidade de creme aplicada.

QUANDO APLICAR ?

A maior parte dos produtos de protecção solar são constituídos por substâncias químicas que promovem uma acção de protecção celular. Desencadeiam uma reacção que protege as células da radiação.

Por isso, necessitam de tempo para actuar e é essa a razão pela qual devem ser aplicados 30 minutos antes de se expor ao sol.

Deve repetir-se a aplicação várias vezes ao longo do dia para que a quantidade de creme usada se aproxime da quantidade testada em laboratório - que é a quantidade que confere realmente a capacidade protectora indicada pelo FPS. Por isso, aplique o creme antes de sair de casa, quando chegar à praia, sempre que sair da água e sempre que tiver oportunidade. Segundo as directivas da União Europeia, a quantidade indicada de aplicação deve ser equivalente, em média, a 36 g de produto de cada vez (o equivalente a 6 colheres de café).

SE TEM A PELE:

- Sensível, use um índice de protecção muito elevado (50+)

- Seca, use um creme que proteja e que tenha uma textura densa e hidratante

- Oleosa, use um protector de textura leve como um gel, por exemplo

- Com manchas ou sinais, aplique-lhes localmente um protector muito elevado (50+)

- Se tem tendência para ter alergias ... opte por um produto sem perfume e com filtros
  minerais de protecção alta (os de bebé são uma boa opção)

- Se está grávida ou a amamentar ... evite a exposição solar directa ou, se o fizer, use
  protecção muito elevada (50+)

- Se está na menopausa ... use um protector de índice muito elevado (50+) e que seja
  hidratante.

ÓCULOS DE SOL: MODA OU SAÚDE ?

Os óculos de sol não devem ser encarados apenas como um mero acessório de moda. Eles transcendem largamente a estética, devendo ser vistos como importantes objectos na protecção da saúde ocular. Não se pense contudo que o seu uso deve ser restrito no verão, em dias luminosos. Os raios ultra violeta (UV), os grandes responsáveis pelo envelhecimento ocular, são o verdadeiro perigo para a saúde ocular. Estão presentes durante todo o ano, pelo que o uso de óculos de sol deve ser um hábito constante, preservado sem excepção. Nos dias mais nublados, há um maior desleixe das pessoas face ao uso dos óculos de sol, mas a protecção não deve ser descurada nestes dias, pois os raios UV estão presentes independentemente da intensidade do sol.

As lesões oculares provocadas pelo sol podem ser agudas, ainda que ocorram raramente, manifestando-se através de fotoqueratite (inflamação da córnea) ou fotoconjuntivite (inflamação da conjuntiva), ou tardias, manifestando-se anos mais tarde através do desenvolvimento de pterígio (espessamento da conjuntiva), degeneração da mácula, cataratas (perda de transparência do cristalino) ou até de cancro das células escamosas ou melanoma na conjuntiva ocular.

O investimento na compra de uns óculos de sol de qualidade não deve ser de todo descurado, pois o uso de uns óculos de sol contrafeitos é muito mais prejudicial do que não usar de todo óculos escuros. A explicação para este facto tem por base o mecanismo natural de defesa da pupila: esta tende a dilatar à sombra e a contrair na presença de claridade. Uma vez que as lentes de má qualidade são escurecidas mas não possuem filtros para bloquear os raios UV, a pupila dilata pois encontra-se confortável perante o sol, mas deixa passar mais raios UV, os quais, tal como já foi mencionado, são nocivos para a saúde.

Que cuidados deve ter então quando compra uns óculos de sol? Antes de mais é importante que se dirija a uma óptica, pois só assim tem a garantia que as lentes que está a adquirir têm protecção certificada contra os raios UV. As lentes devem assim possuir filtros para raios UVA e UVB (99 a 100%), sendo a coloração castanha a que proporciona maior conforto à sua visão. Deve ter ainda em atenção o sítio em que vai usar as lentes. Em desportos náuticos ou na montanha é preferível usar lentes de coloração mais escura. As armações escolhidas devem ser grandes de modo a cobrir a maior área de pele possível e justas ao rosto para a radiação não entrar por folgas existentes. É ainda de ressalvar a importância do uso deste acessório na protecção de pálpebras e pele circundante dos olhos, sendo um importante factor coadjuvante na protecção proveniente de cremes e chapéus.

Pontos importantes a reter:
● Deve investir nuns óculos de boa qualidade
● Deve comprá-los numa loja especializada
● Devem ter filtros UV de 99 a 100%
● A coloração deve ser confortável para o utilizador e adaptar-se ao meio onde vão ser
   usados (montanha ou mar requerem lentes mais escuras)
● Deve usar os óculos o ano inteiro
● As crianças devem usar chapéus com pala e em casos seleccionados óculos escuros
● Deve complementar a protecção com creme facial e chapéus

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